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08/07/2010 - Boletim Diário Coinvalores 07/07/2010

Com o setor financeiro sendo o grande destaque de alta das bolsas ao redor do mundo, os mercados estenderam os ganhos por mais uma sessão nesta quarta-feira (7), no aguardo dos testes de estresse dos bancos europeus. Por aqui, o setor imobiliário e as blue chips também ajudaram a impulsionar o pregão e o Ibovespa fechou em alta de 1,96%, a 63.283 pontos. O volume financeiro totalizou R$ 5,84 bilhões. 

Entre as blue chips, a Vale e a companhia italiana Eni devolveram o bloco BM-S-4 à ANP. Além disso, sua controlada, Inco, perdeu uma ação judicial contra os moradores da cidade de Port Colborne, em Ontário, no Canadá, cujas propriedades estavam contaminadas pelas emissões de uma refinaria de níquel, e terá que reembolsar cerca de US$ 34 milhões. Os papéis da Vale fecharam em forte alta. 

A Petrobras também viu suas ações avançarem na sessão. A estatal comunicou que o Ibama concedeu licença ambiental prévia para a construção de um trecho do sistema de dutos projetado para o escoamento do etanol produzido na região Centro Oeste do País e no nordeste de São Paulo. 

Já as ações da CSN entraram na lista global dos vinte papéis preferidos pelos analistas do Citi, que citaram o crescimento da demanda por minério de ferro e aço, o baixo custo de produção e os incentivos da administração alinhados com os acionistas. As ações da empresa fecharam em alta. 

Na noite passada, a BM&F Bovespa anunciou os dados operacionais de junho. No segmento Bovespa, a movimentação foi de R$ 122,6 bilhões, 20% menor do que o registrado em maio. Já no segmento BM&F, o volume financeiro foi de R$ 2,87 trilhões, queda de 19,6% em relação ao giro captado no mês de maio. 

Nessa sessão, a BM&F Bovespa apresentou ainda propostas de alteração dos regulamentos de listagem, com objetivo de elevar o nível de governança corporativa nos níveis especiais Novo Mercado, Níveis 1 e 2, com objetivo de acompanhar o desenvolvimento do mercado e das próprias companhias. 

Por fim, a GOL divulgou suas estatísticas de tráfego referentes ao mês de junho, período em que a companhia viu a demanda em sua malha aérea crescer 10% em comparação com o mesmo mês do ano passado, sendo esta a maior demanda já registrada pela companhia para o mês. 

Cenário externo
A inadimplência dos cartões de crédito nos EUA registrou queda no primeiro trimestre deste ano, para 3,88%, ante os 4,39% registrado nos últimos três meses de 2009. O patamar é o menor desde o primeiro trimestre de 2002. Os dados sinalizam que os temores de uma nova crise com origem na alta parcela da demanda de consumo lastreada em cartões de crédito podem ser infundados. 

O PIB da Zona do Euro e da União Europeia avançou 0,2% no primeiro trimestre do ano na comparação com o trimestre imediatamente anterior. Por sua vez, na Alemanha, o indicador de encomendas à indústria caiu 0,5% em maio, contrariando projeções de alta do mercado. 

Agenda doméstica
O IPCA, medida oficial da inflação doméstica, registrou variação nula em junho, menor taxa já vista desde junho de 2006, quando o índice registrou deflação de 0,21%. O resultado ficou abaixo das expectativas do mercado. 

Além disso, o INPC registrou deflação de 0,11% em junho, taxa 0,54 ponto percentual abaixo da apurada em maio (0,43%). O resultado postado pelo índice é o menor dos últimos cinco anos. 

Completando a divulgação dos indicadores de inflação, o IGP-DI apontou inflação de 0,34% em junho, após a variação positiva de 1,57% vista em maio. O resultado ficou abaixo das expectativas do mercado (0,63%). 

Dólar
Em mais um dia de poucas referências tanto no âmbito econômico quanto no corporativo, o dólar comercial fechou com queda de 0,84%, sendo cotado na venda a R$ 1,767 – menor patamar desde 4 de maio, quando encerrou os negócios valendo R$ 1,761. 

No front doméstico, o Banco Central divulgou o resultado do fluxo cambial de junho, mostrando que a saída de dólares do País superou a entrada em US$ 4,279 bilhões. Com isso o saldo positivo acumulado em 2010 recuou para US$ 2,628 bilhões. 

Além disso, a autoridade monetária também informou que comprou US$ 1,92 bilhão no mercado cambial à vista durante o mês, inflando as reservas internacionais do País para US$ 253,68 bilhões. Desde o início desse ciclo de compras de dólares, em maio de 2009, o BaCen já adquiriu um total de US$ 41,892 bilhões. 

E por falar nessas intervenções, o BC realizou mais uma delas nesta quarta-feira. A operação ocorreu entre 15h23 e as 15h33 (horário de Brasília), contando com uma taxa de corte de R$ 1,7651. 

Renda Fixa
O mercado de juros futuros encerrou em queda com exceção apenas dos contratos com vencimento de curtíssimo prazo, em agosto e setembro de 2010. O contrato de juros de maior liquidez nesta quarta-feira, com vencimento em janeiro de 2011, registrou taxa de 11,29%, 0,03 ponto percentual abaixo do fechamento de terça-feira. 

O mercado de títulos da dívida externa fechou em queda. O título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou com desvalorização de 0,03%, cotado a 134,50% do valor de face. O Risco-País registrou queda de 9 pontos-base em relação ao fechamento anterior, atingindo 233 pontos-base.

Fonte: Boletim Diário Coinvalores 07/07/2010

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