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12/07/2010 - Boletim Diário Coinvalores - 12/07/2010

Sem indicadores econômicos relevantes nos EUA, os negócios nos mercados globais nesta segunda-feira (12) foram norteados pelos dados divulgados na China. Pesou ainda a expectativa com relação ao início da divulgação dos resultados corporativos do segundo trimestre das empresas listadas em bolsa, com a publicação dos números da Alcoa vindo acima das projeções. 

Por aqui, após abrir em alta, o Ibovespa inverteu a tendência ainda no início da tarde, influenciado pela queda na cotação das commodities. Assim, o índice e fechou em queda de 0,81%, a 62.960 pontos. O volume financeiro totalizou R$ 4,26 bilhões. 

Bolsa
As ações da BM&F Bovespa se destacaram na ponta positiva do Ibovespa. Na sexta-feira, a empresa lançou US$ 612 milhões em bônus de 10 anos no exterior, com spread de 250 pontos-base acima dos títulos públicos norte-americanos de vencimento equivalente. 

A GOL está realizando, por meio de sua subsidiária GOL Finance, uma oferta de Notas Seniores com vencimento em 2020. Os papéis da empresa também estiveram entre as maiores variações positivas do índice. 

A Petrobras, juntamente com a Repsol YPF, encontrou novas evidências de petróleo um poço na Bacia de Santos, a uma profundidade de 156,5 metros. A Repsol é a operadora do projeto com 40% de participação, ao passo que a estatal brasileira detém 35%. Vale e Woodside Petroleum detém cada uma 12,5%. Outra notícia envolvendo a estatal diz respeito a seu desempenho operacional, que atingiu cifra histórica de 2 milhões e 20 mil barris de petróleo processados no último dia 3 – a maior marca até então era de 1,942 milhão de barris. Sentindo a queda nas cotações do petróleo na sessão, os papéis da empresa fecharam em queda. 

Ainda entre as blue chips, a Vale confirmou o fim da greve de seus funcionários no Canadá, iniciada em julho de 2009. Pesou sobre a empresa a redução do preço-alvo dos ADRs preferenciais e ordinários pelo JPMorgan Chase. Os ativos da mineradora recuaram no Ibovespa. 

Destaques econômicos
A balança comercial chinesa de junho trouxe um volume de vendas ao exterior 43,9% maior que o registrado um ano atrás, marcando superávit de US$ 20,02 bilhões. Em contrapartida, o banco central chinês anunciou que os novos créditos somaram 603 bilhões de yuans (US$ 89 bilhões) em junho, menor nível em três meses. 

Na Europa, destaque ao avanço de 0,3% registrado pelo PIB britânico no primeiro trimestre em relação ao imediatamente anterior. Ainda no continente, o BCE apoiou o plano da Grécia de dar suporte aos bancos do país através de um pacote de € 10 bilhões. Além disso, a S&P reafirmou o rating do Reino Unido, mas manteve a perspectiva negativa. 

Agenda doméstica
Por aqui, o IPC-Fipe da primeira quadrissemana de julho apontou inflação de 0,10%, taxa 0,06 ponto percentual superior à vista na mediação anterior e inferior à expectativa do mercado para o resultado mensal. 

As projeções do relatório Focus publicado pelo Banco Central de manhã também ganham repercussão. Os economistas ouvidos para o Relatório Focus mantiveram suas projeções para a economia brasileira este ano em 7,20%, após 10 elevações consecutivas. Eles acreditam que o IPCA venha menor, ao passarem sua projeção de variação de 5,55% para 5,45% em 2010. 

Por fim, a balança comercial registrou um saldo positivo de US$ 722 milhões na segunda semana de julho. No período, foram registradas exportações da ordem de US$ 4,161 bilhões e importações de US$ 3,439 bilhões. 

Dólar
Em meio ao clima de instabilidade instaurado nos mercados, o dólar comercial conseguiu manter-se no campo positivo durante toda a sessão, interrompendo uma sequência de três quedas. Com modesta alta de 0,23%, a moeda fechou cotada a R$ 1,765 na venda. 

Além da apreensão demonstrada pelos investidores nesta sessão, o Banco Central também auxiliou na trajetória de apreciação da divisa norte-americana ao realizar mais um de seus leilões de compra de dólares no mercado cambial à vista. A operação ocorreu entre as 15h38 e as 15h48 (horário de Brasília), tendo uma taxa de corte aceita em R$ 1,766.

Renda Fixa
O mercado de juros futuros encerrou predominantemente em queda, principalmente no longo prazo. O contrato de juros de maior liquidez nesta segunda-feira, com vencimento em janeiro de 2012, registrou uma taxa de 11,84%, 0,06 ponto percentual abaixo do fechamento de quinta-feira. 

O mercado de títulos da dívida externa fechou em alta. O título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou com valorização de 0,11%, cotado a 134,70% do valor de face. O Risco País, registrou queda de 6 pontos-base em relação ao fechamento anterior, atingindo 220 pontos-base.

Fonte: Boletim Diário Coinvalores - 12/07/2010

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