14/07/2010 - Boletim Diário Coinvalores 13/07/2010
Entre indicadores divulgados na Europa e nos EUA, e otimismo após a Alcoa ter iniciado com o pé direito a temporada de resultados corporativos norte-americana do segundo trimestre, os mercados acionários tiveram uma terça-feira (13) de alta. Por aqui, o Ibovespa acompanhou as bolsas externas e subiu 1,14%, para 63.685 pontos. O volume financeiro totalizou R$ 5,56 bilhões.
A PDG Realty divulgou seu resultado operacional do segundo trimestre, bem como outras empresas de construção civil fora do índice. A empresa, que incluiu os números da Agre em seu balanço, cuja incorporação foi concluída em junho deste ano, somou vendas contratadas de R$ 1,556 bilhão no período, um crescimento de 53% em relação ao mesmo período do ano anterior. As ações estiveram entre as maiores altas do índice.
Entre as blue chips, a Petrobras confirmou a contaminação por mercúrio em instalações ligadas à empresa na Bolívia, em dezembro de 2009 em atividades realizadas por uma empresa contratada no Campo de San Alberto, mas afirmou que desenvolve suas atividades operacionais dentro dos padrões internacionais de segurança, meio ambiente e saúde. A petrolífera ainda encontrou, juntamente com a El Paso, evidências de gás e petróleo em campos da Bacia do Espírito Santo, segundo informações da ANP. Os papéis ordinários da estatal estão entre as poucas baixas do Ibovespa no dia.
O presidente da Telefónica, César Alierta, afirmou que expirará nesta sexta-feira o prazo da oferta feita pela empresa espanhola à Portugal Telecom para a compra e sua fatia na Brasilcel, controladora da Vivo. Segundo o jornal espanhol ABC, a Telefónica pode recorrer ao Tribunal de Arbitragem holandês para pedir a divisão da Brasilcel, caso as negociações pelos 30% de participação na Vivo com a PT falharem.
Noticiário e agenda
Nos EUA, o déficit na balança comercial aumentou no mês de maio em relação a abril, registrando US$ 42,3 bilhões e vindo acima do esperado pelos analistas. O orçamento do governo registrou déficit melhor que as projeções, de US$ 68,4 bilhões em junho, mostrando ainda melhora na base mensal.
Pelos resultados corporativos externos, na noite passada a Alcoa, maior produtora de alumínio dos EUA, reportou lucro líquido de US$ 136 milhões, superando as estimativas dos analistas.
Na Europa, o índice de preços ao consumidor no Reino Unido avançou 3,2% em junho face ao mesmo período do ano passado, ficando levemente acima da alta de 3,1% sugerida pelos analistas. Já a confiança dos analistas e investidores alemães diminuiu mais que o esperado em julho, atingindo seu menor nível desde abril de 2009.
Ainda no continente, a agência de classificação de risco Moody’s Investors rebaixou o rating de Portugal em dois degraus, de "Aa2" para "A1", com perspectiva estável, citando projeções de que as finanças governamentais do país continuem a enfraquecer no médio prazo, além de prospectos desfavoráveis em relação ao crescimento da economia portuguesa.
Agenda doméstica
O volume das vendas do comércio doméstico registrou um aumentou 1,4% em maio face ao mês de abril, enquanto a receita nominal das vendas avançou 0,4%, adotando a mesma base de comparação.
Já o nível de emprego na indústria paulista se beneficiou da retomada da atividade após a crise financeira de 2009 e cresceu 6,61% no primeiro semestre de 2010, na comparação com o fim do ano passado, de acordo com números divulgados pela Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo).
Dólar
Em meio a resultados e indicadores positivos, o bom humor prevaleceu nos mercados, contribuindo para a trajetória negativa do dólar comercial durante toda a sessão. A significativa queda de 0,68% fez com que a moeda norte-americana fechasse o dia cotada a R$ 1,753 na venda, atingindo seu menor patamar desde 3 de maio deste ano, quando terminou os negócios a R$ 1,732.
O destaque ficou com a compra de dólares anunciada pelo Banco Central. Nesta terça-feira, a operação foi realizada durante a manhã, entre 11h27 e 11h37 (horário de Brasília). A taxa de corte aceita ficou em R$ 1,7530.
Renda Fixa
O mercado de juros futuros encerrou predominantemente em queda, com volume intenso de negociações. O contrato de juros de maior liquidez nesta terça-feira, com vencimento em janeiro de 2011, registrou uma taxa de 11,25%, 0,07 ponto percentual abaixo do fechamento de segunda-feira.
O mercado de títulos da dívida externa fechou em alta. O título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou com valorização de 0,297%, cotado a 135,10% do valor de face. Com isso, o indicador de risco Brasil, calculado pelo conglomerado financeiro JP Morgan, registrou queda de 10 pontos base em relação ao fechamento anterior, atingindo 210 pontos-base.
Fonte: Boletim Diário Coinvalores 13/07/2010
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