19/07/2010 - Boletim Diário Coinvalores - 16/07/2010
O último pregão da semana foi de pessimismo nas bolsas internacionais, com resultados do setor financeiro nos EUA, indicadores abaixo do esperado e recuo das commodities. Por aqui, o Ibovespa acompanhou o movimento de baixa e fechou com desvalorização de 1,81%, a 62.339 pontos. O volume financeiro totalizou R$ 4,24 bilhões. Na semana, a queda do índice foi de 1,79%
Apenas seis ações do benchmark fecharam no terreno positivo.
A administração da Portugal Telecom declarou que nenhuma decisão foi tomada em relação à oferta de compra, pela Telefónica, da parte que a empresa detém na Vivo. As ações da operadora recuaram.
A OGX comunicou a conclusão da perfuração do poço 1-OGX-12-SPS, localizado no bloco BM-S-57, em águas rasas da Bacia de Santos, no qual detém 100% de participação.
A Vale informou que a Posco, maior siderúrgica da Coreia do Sul, junta-se à mineradora brasileira e à Dongkuk no projeto Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP). A Vale passa a ter 50% do empreendimento, a Dongkuk, 30%, e a Posco, 20%.
A Cielo passará a capturar transações com os cartões Sorocred, bandeira detentora de mais de 3,5 milhões de cartões, a partir de outubro deste ano.
Noticiário
Os governos da União Europeia chegaram a um acordo sobre os critérios dos testes de estresse aplicados nos bancos pertencentes ao bloco monetário e a expectativa é otimista em relação aos resultados.
O Bank of America e o Citigroup postaram resultados acima das expectativas, mas nos dois casos, as receitas e o número de empréstimos decepcionanram e as ações dos bancos caíram forte queda em Wall Street.
Na contramão do setor, o Goldman Sachs concordou em pagar US$ 550 milhões à SEC, em um acordo sobre as acusações de fraude, e viu suas ações escaparem das perdas do setor.
Agenda
Pelos indicadores, a balança comercial dos 16 países que integram a Zona do Euro acumulou déficit de € 3,4 bilhões durante o mês de maio. Nos EUA, a confiança do consumidor medida pela Universidade de Michigan ficou abaixo do esperado em julho, apontando 66,5 pontos. O CPI mostrou recuo de 0,1% nos preços em sua medição de junho, em linha com as projeções do mercado, enquanto o core CPI marcou inflação de 0,2% sendo que analistas esperavam alta de 0,1%.
O IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor - Semanal) de 15 de julho desacelerou ao marcar deflação de 0,13%, taxa 0,05 ponto percentual menor que a apurada anteriormente. Já a variação nos preços medida pelo IGP-10 (Índice Geral de Preços) no período de trinta dias até 10 de julho foi positiva em 0,05%.
Dólar
Com eventos negativos tanto na pauta econômica quanto na agenda de resultados corporativos, o dólar comercial chegou ao seu terceiro dia seguido de alta, fechando cotado na venda a R$ 1,782 - variação positiva de 0,56%. Com essa nova valorização, a moeda acumulou ganhos de 1,19% na semana, mostrando recuperação após ter atingido na última terça-feira (13) seu menor patamar desde 3 de maio.
O Banco Central realizou compra de dólares no mercado cambial à vista. A operação ocorreu entre as 15h12 e as 15h22 (horário de Brasília) e contou com uma taxa de corte aceita em R$ 1,784.
Renda Fixa
Com volume financeiro particularmente intenso no curto prazo, as taxas de juros futuros encerram em forte queda. O contrato de juros de maior liquidez nesta sexta-feira, com vencimento em janeiro de 2011, registrou uma taxa de 11,06%, 0,10 ponto percentual abaixo do fechamento de quinta-feira.
O mercado de títulos da dívida externa fechou em alta. O título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou com valorização de 0,895%, cotado a 135,30% do valor de face. O Risco País registrou alta de 2 pontos-base em relação ao fechamento anterior, atingindo 225 pontos-base.
Fonte: Boletim Diário Coinvalores - 16/07/2010
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